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Até que ponto vale exibir anúncios?

No dia 19 desse mês o Facebook comprou o Whatsapp por 19 bilhões de dólares. O valor se justifica pelo tipo de negócio do Whatsapp, aplicativos de mensagens instantâneas valem na mesma proporção de usuários ativos: você pode ter o melhor aplicativo do mundo, mas ele só terá valor se seus amigos também usarem. Se ninguém mais usar, ele não serve para nada. Até a data da compra o Whatsapp tinha mais de 200 milhões de usuários e mais de 18 bilhões enviadas diariamente, isso justifica seu valor de aproximadamente um dólar para cada mensagem enviada em um dia.

 

E como estamos falando de empresas vem a pergunta: como esse dinheiro investido vai ser recuperado? Os usuários temem que sejam inundados de anúncios como se estivessem numa maré violenta e muitos já cogitam migrar para outros aplicativos. A simples menção não oficial de que o Whatsapp pode ter anúncios já faz reduzir a quantidade de usuários - e consequentemente o valor da empresa e a relevância do aplicativo.

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Nós somos anunciantes digitais e esse tipo de movimentação afeta nosso trabalho diretamente. Anúncios são bons para a empresa e no mínimo um mal necessário para que os usuários tenham um aplicativo gratuito, mas apenas até o momento que os ads não se tornem invasivos ou excessivos. É preciso identificar quando uma mídia se desgastará por causa dos anúncios, fazendo com que os usuários não interajam mais e migrem para outras plataformas. Por esse motivo o crescimento de outras redes sociais sobe na mesma proporção dos anúncios do Facebook.

 

Expandindo para nosso universo do AdWords sabemos que o Youtube é a melhor alternativa para vídeos, exibindo Trueview antes do início da exibição. A partir do momento em que parar um vídeo no meio para exibir anúncios eles será como um canal de TV aberta, que tira o poder do telespectador para mostrar o que a emissora impõe, e não o que o usuário quer ver. Enquanto isso não acontecer o Youtube continuará tendo a relevância e o valor que possui. 

Com a pesquisa do Google obviamente a coisa é diferente, pois o usuário busca algo e espera ver o tema e assuntos relacionados. Esse desgaste de anúncios é mais frequente em canais de entretenimento ou redes sociais, que são ambientes em que não se espera ver um vendedor.

 

Ainda não sabemos qual será o futuro do Whatsapp nem dos casos semelhantes à estes que virão, mas ficam aqui nossos olhos de anunciantes atentos e a lição de só vale veicular um anúncio na medida que a mídia é relevante para o usuário.

 

Fontes:

http://tecnologia.terra.com.br/usuarios-se-preocupam-com-a-compra-do-whatsapp-tchau-privacidade,799c...

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/04/whatsapp-tem-mais-usuarios-do-que-o-twitter-diz-presi...

Sobre Henrique Giacometti

Formado em Publicidade e Propaganda pelo PUC-PR e em Gerenciamento de Projetos pela FGV, trabalhou na Agência Mirum e Rentcars.com. Atualmente é coordenador de marketing digital no Grupo Uninter.

Comentários
por Nuno-Mota Principal Colaborador
Fevereiro 2014

Ola Henrique,

 

Boa reflexao essa. A permissao e essencial e nesse aspecto o modelo de base usado pela publicidade Google e a chave para o continuo progresso do programa e do Google em certa medida.

 

Os modelos que insistem em "massacrar" o utilizador com anuncios nao relevantes acabam por degradar tanto o anunciante como o utilizador, o que em ultima circunstancia afecta a empresa mae.

 

O facebook por exemplo cada vez mais e um lugar onde somos bombardeados sistematicamente por camadas e camadas de anuncios disfarçados de posts. A questao sera ate que ponto os utilizadores vai deixar isso acontecer!

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