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Os limites da criação publicitária

[ Editado ]
Funcionário do Google

Olá Comunidade,

 

Acho esse tema muito interessante para a conversarmos.

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/10/noticias/a_gazeta/dia_a_dia/1003153-o-que-e-permitid...

 

Uma discussão sobre a correlação entre liberdade de expressão e inspiração de debates.

O que vocês acham?

 

um abraço

 

Alexandra

Especialistas responderamverified_user

Olá Alexandra,   O link não está a funcionar! Dá erro...

Principal Colaborador

Olá Alexandra,

 

O link não está a funcionar! Dá erro...

A minha resposta foi útil? Se sim, marque-a como a "Melhor resposta".
Nuno Mota
google + "Não podemos prever o futuro, mas podemos criá-lo (Paul Pilzer)"

Google

Olá Nuno! Acabei de atualizar! obrigada!

Funcionário do Google
Olá Nuno! Acabei de atualizar!
obrigada!

Ótimo texto

Principal Colaborador

Fazer propaganda é um assunto complicado - trabalha com a opinião popular, conglomerados comerciais, precisa informar de maneira correta e convincente e tudo isso de forma inovadora ou engraçada.


Se colocar muitas regras fica censurado ou reduz o desempenho criativo, se torna propaganda chata e que não vende além do regular. Se liberar demais dá margem para a falta de respeito com o consumidor ou com as empresas. É um trabalho ao mesmo tempo restrito e liberal, sem regras definidas, mas com limitações.

 

Às vezes a estratégia é coerente e convincente, mas é executada da maneira errada. Simplesmente não passa a idéia de forma linear, mesmo o conceito sendo bom. Por exemplo, tabalhar com esteriótipos é uma faca de dois gumes: se o comercial da Hope com a Gisele queria trabalhar o esteriótipo da beleza da mulher brasileira teria que ter definido bem a separação entre o conceito da "mulher-objeto". Ótima estratégia comercial que foi apenas pobremente abordada e a campanha inteira foi taxada de sexista.

A aprovação e defesa da idéia entre agência-cliente deve ter sido tão boa que foi difícil imaginar uma reação negativa. E talvez nem tivesse como, trabalhar com o imaginário social é um assunto tão complexo que até os melhores sociólogos suam frio quando o assunto é prever as reações coletivas.

 

O povo brasileiro, no geral, é muito paternalista e caloroso. Tentar uma abordagem mais impactante como este comercial seria extremamente criticada. Mas e se a organização que o fez quer aquecer a discussão sobre violência infantil para conseguir conquistas maiores, esta não seria uma estratégia eficaz? Como eu disse, fazer propaganda é um assunto complicado que não pode ser avaliado de um único ponto de vista.

 

De um lado da balança temos necessidades empresariais e estratégias para alcançar objetivos. Do outro temos impacto social e ética.

No fim da contas todos erguem a bandeira do bom-senso, algo que todos parecem ter, mas ninguém sabe definir o que é. Para cada ação existe uma exceção. Seja na propaganda ou em qualquer segmento da vida.

Henrique Giacometti, Principal Colaborador | Adwords e Analytics
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