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RAFIQUE ANUSSE

Calouro ✭

PEDOGEOGRAFIA

Conceitos básicos

Pangea – super continente que se supõe ter existido a 200 milhões de anos e de cuja fractura resultaram, segundo se supõe os actuais continentes.

Corrente de Convecção – é o movimento de subida de materiais sólidos e quentes e moldáveis que ao subir, arrefecem e descem ao mesmo tempo e os outros mais quentes sobem.

Cratão – é uma parte da crusta terrestre rígida e estável.
Migração de continentes – é o deslocamento de um bloco ou parte de continente de um local para outro em detrimento das forças intrusiva e/ ou extrusiva.

Gondwana – é o nome do ‘velho mundo” que se caracterizava por uma aglutinação de todos continentes anteposto da fragmentação continental de placas tectónicas.

DERIVA DOS CONTINENTES

A deriva dos continentes defende que os continentes são fragmentados resultantes da fractura e afastamento de um único continente inicial (Gondwana).
Fig. 1- A terra no Paleozóico

 

 

Historial

No Século XVII, vários cartógrafos “ Bacon” filosofo cientista (inglês) tinha chamado atenção para o facto dos recortes das costas dos continentes parecem (encaixar). No ano 1800 Von Humboldt, alertava para o mesmo facto. No caso da parte sul do continente americano e do continente africano ser particularmente evidente. A questão que se levantava era então, de saber se o aparente “encaixe” dos recortes continentais seria puro acaso ou indicava um historia passada da união dos continentes e que, se assim fosse, o que se teria passado com os oceanos.
No século XX (mais exactamente em 1912) é que ALFRED WEGENER formulou uma teoria explicativa da concordância dos recortes das costas dos continentes.

Antes da actual distribuição geográfica dos continentes existiu um imenso continente, o continente (Gondowana). Este manteve-se estável toda a era paleozóica. Havendo varias opiniões sobre o período geológico em que teria fragmentado dando origem há vários blocos continentais. Parece restarem duvidas de que essa divisão se terá processado durante a era mesozóica.
No entanto, há autores que defendem que essa separação se teria iniciado na era paleozóica e que se teria concluído até meados do mesozóico.

Várias teorias tentaram explicar a formação dos continentes, mas tudo leva a crer que a teoria mais de acordo com a realidade seja a da “Deriva dos Continentes” completada com a da “tectónica de placas”.

A teoria da deriva dos continentes de Wagner, provocou na época, grandes polémicas. Hoje é contudo, nos seus traços gerais aceite pela comunidade científica. Esta teoria apoia-se em vários argumentos à favor da deriva dos continentes: que são de natureza variada:
1. Argumento Geográficos – há uma certa semelhança entre os recortes da costa oriental sul, americana e os recortes da costa ocidental da africa, e esta prova pode ser vista (visível) nas cartas e mapas e, hoje com provável pelas fotografias aéreas.

2.Argumentos Geológicos – é de referir, em primeiro lugar, a correspondência de maciços rochosos, por exemplo, na africa e na América do sul, em segundo lugar, pode falar-se a ocorrência de ambos os lados do oceano atlântico, do mesmo tipo de cadeias montanhosas que terminam, bruscamente, nos bordos continentais.

3. Argumentos Paleontológicos – dizem respeito a existência de grandes semelhanças entre a fauna e a flora fosseis dos continentes, hoje separado. Por exemplo, Mesossauro que se encontra tanto no continente africano e americano, prova evidente da união dos continentes no passado. A semelhança de fósseis dos vertebrados descobertos em africa, América do sul, na índia e mais recentemente na Austrália vêm consubstanciar a deriva dos continentes.

A teoria da translação defendida por Wagner

A teoria de translação defendida por Wagner com base em estudo sobre o magnetismo das rochas que se encontram no interior da terra, diz que as massas continentais ocuparam diversas posições ao longo do tempo, como mostra a figura, em que a sequencia de imagens comprova este facto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo as imagens da figura, conclui-se:

1ª Posição: há 200 milhões de anos, o planeta tinha apenas um continente chamado Pangea, rodeado apenas por um oceano – Pantalassa. Entre a eurásia (Europa e Ásia) e Africa havia um área preenchida por agua denominada por mar te Tétis, hoje mar mediterrâneo.

2ª Posição – há cerca de 180 milhões de anos, o grande continente desmembra-se: forma-se um bloco norte, a Laurasia constituída por actual América do norte, Europa e Ásia, e o sul, chamado Gondowana, que abrangia as actuais América do sul, Africa, Austrália, Índia e Antárctida. Com o tempo gondwana também se divide em Africa, América no sul Índia e Antarctida – Austrália. Começam a surgir entre os blocos os novos oceanos.

3ª Posição – há 135 milhões de anos começa a formar-se oceano atlântico sul e, por tanto, América do sul, a Índia continua a deslocar-se para o norte. A eurásia começa a fechar-se a sua extremidade este do mar de Tétis; inicia-se a formação do mar mediterrâneo.

4ª Posição – há 65 milhões de anos, Madagáscar destaca-se de África; a Índia, esta prestes a entrar em contacto com o Sudoeste da Eurásia; o Mar Mediterrâneo já é um facto; o Atlântico alarga-se cada vez mais; apenas a Austrália continua ligado à Antárctica.

5ª Posição – actualmente pode-se verificar que a Austrália separou-se da Antárctica. A América do Norte desligou-se completamente da Eurásia, deixando a Groenlândia no Meio; a América do Sul juntou-se a Ásia (o choque da junção originou da cadeia dos Himalaias).

6ª Posição – de hoje a 50 milhões de anos, a disposição dos continentes não será a mesma, uma parte da África oriental separar-se-á do continente, a Península da Califórnia desligar-se-á da América do dirigindo-se para o Norte; o Oceano Pacífico diminuirá de extensão como sequência da expansão do Índico e Atlântico e o Mar Mediterrâneo tenderá a desaparecer.

Provas do Wagner

Um encaixe perfeito entre: as costas ocidentais da África e Oriental da América do Sul e a costa Oriental de Moçambique e a costa Ocidental de Madagáscar;
Existências de Ulha em regiões frias, onde somente florestas teriam existido, o que significa que havia um clima húmido.

Placas tectónicas

Teoria de Placas Tectónicas

Admite-se que a superfície terrestre seja formada por uma serie de placas bastante rígida, mas relativamente delgadas, de cerca de 150 km de espessura, embora de dimensão variáveis, a maior parte da superfície terrestre é ocupada por sete (7) placas que são:
— Placa Africana
— Placa Norte Americana
— Placa euro-asiática
— Placa Sul-americana
— Antárctica
— Pacífica e
— Indo— Australiana.

Também existem Placas de menor dimensão que são:
— Placa das Caraíbas
— Placa de Cocos
— Placa de Nasca
— Placa de Scotia
— Placa das Filipinas
— Placa de Irão e
— Placa da Arábia.

Estas Placas estão continuamente em movimento em relação ao eixo de rotação da Terra, e em relação uma `as outras. Os deslocamentos são apenas de alguns centímetros (cm) por ano.
Admite-se que praticamente toda a actividade sísmica, vulcânica e Tectónica que se localiza ao longo das margens das placas e que esta actividade está associada com os deslocamentos relativos das placas.
O Manto da terra também contem corrente de Convecção, consideramos dois ciclos.
Correntes Verticais Ascendentes – são compensadas por correntes verticais descendentes. Entre ambas estabelecem-se correntes horizontais da superfície e em profundidade, constituindo-se assim circuitos convectivos mais ou menos regulares. O Manto tem temperaturas e pressões muito elevadas o que condiciona a viscosidade do material rochoso. O material quente inferior sobe, sofre uma redução de pressão e uma fraca diminuição de temperatura e a viscosidade diminui.
O material rochoso inferior, à temperatura elevada, ao atingir as cristas submarinas diverge em sentidos opostos, para originar correntes superficiais horizontais: o gradiente térmico vertical é muito grande e é o principal factor determinante da viscosidade.
A parte superior ate 100 km de profundidade tem temperaturas muito baixas, pelo que se comporta como um corpo rígido e elástico. A parte inferior de 100 a 200 km de profundidade tem temperaturas elevadas.
Segundo (U.E.M 1982).


MIGRAÇÕES DOS CONTINENTES

Os continentes hoje, ocupam uma disposição que é explicada por duas (2) hipóteses:

A Fixista e a Mobilista.

Corrente Fixista – os continentes e os oceanos sempre foram fixos, e que nunca tiveram outras posições;

Corrente Mobilista – advoga a ideia de movimentação de grandes massas continentais a partir de fragmentação de um único continente.
Esta fragmentação teria originado ao longo dos tempos geológicos o actual quadro geográfico fruto da deslocação das grandes massas da terra, provocadas pelas correntes de conveccão no interior da terra.

GRANDES DOMÍNIOS DA LITOSFERA

Litosfera – é a camada rígida superficial da terra formada pela crusta e parte superficial da parte superficial do manto. Segundo (MÁRIO Freitas e outros 1997).
A Litosfera fragmentou-se em 7 grandes Placas que cada uma das quais pode compreender porções de continente do oceano. Estas placas deslocam-se devido as correntes de conveccão originadas por diferenças de densidade que afectam a Astenosfera. Os movimentos da Astenosfera fazem com que as Placas da Astenosfera se comportem como blocos rígidos colocados sobre um tapete rolante. Foi através destes movimentos que as placas vieram ocupar as posições actuais.

A Litosfera é constituída por 3 grandes áreas que se diferenciam entre si pelas suas características de origem tectónica:

Área Continental – corresponde a parte que designamos de superfície terrestre, incluindo uma parte imersa no mar mas ate uma certa profundidade relativamente pequena, a plataforma continental. No continente podemos distinguir os Escudos ou Plataformas constituídas por rochas antigas e muito duras deixando realçadas as montanhas, que pela sua composição (duras) são eruditas lentamente. O escudo ou Plataforma tomam o nome de Cratónicas de cadeias montanhosas de intra continentais ou intracratónicas; ex: Cratão Rodesiano.

Área das Cinturas Orogénicas – referem as zonas de relevo recentes produzidos pelos movimentos tectónicos iniciados no secundário e reactivados no terciário, há 30 milhões de anos os sistema de arcos das Ilhas, as fossas marinhas também fazem parte desta área.
As grandes cadeias montanhosas estão relacionadas com a orogenia Alpina que se subdivide – se em dois grandes conjuntos:
— Cadeia Peripacifica que engloba na América as montanhas rochosas e os Andes, a Este da Ásia, Arquipélago das Filipinas, do Japão, Austrália e Nova Zelândia.
— O outro grupo compreende os Alpes, Cáucaso, Himalaias e Atlas.

Áreas Oceânicas – localizam-se na litosfera oceânica e não incluem a Plataforma Continental.

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Re: RAFIQUE ANUSSE

Estrela em Ascensão
Não estou movendo para SPAM, pois, nada de fato que resulte nisso, mas, desnecessário.
--- Danilo Peres
Não é quem eu sou por dentro e sim, o que eu faço é que me define. - Batman Begins